terça-feira, janeiro 29, 2013

Ariadne I

Não há outro caminho.

Nada.

Nem as hastes do trigo
se dobrarão a tua passagem.

Pássaros entrelaçados
cercaram a casa que habitastes
no último verão.


Não há outro caminho,
senão a pressa da vida
que te revira o estômago.

Recolhe-te à varanda.
Dedilhas uma canção de amor
a tua Ariadne.
Postar um comentário