sábado, outubro 15, 2011

Prelúdio



Nesta casa há sombras, desejos recônditos, cheiro de incenso nas coisas,
as mesmas, antes da  partida.

Há versos no espelho: pairados nos lábios
             
                 [semi-abertos].

Há música nos olhos, nas mãos, 
cores no quarto,
na cama à espera.
Há sonhos no ar, sono nos gestos.
Nesta casa habita o verde no fundo da mata,
cachoeira irrequieta, marulhante,
marinheira nave(ga) no espaço
em ondas de calor,
na cauda das estrelas, nas asas dos pássaros,
em fachos de luzes.

Essa casa germina:

no mar
         na terra
                    no ar.

Há uma bússola maluca e um farol apagado.
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