Caros Amigos...bem, eu decidi criar um blog, exatamente, para estar up-to-date com esses tempos "mudernos". Uma das razões é o meu vício literário. Porquê deixar meus poemas sem leitores, mofando nas gavetas, à espera que um editor, como Papai Noel, entre pela chaminé da minha casa, e os descubra, no Natal de 2050???Se, temos, hoje essa ferramenta fenomenal que é a internet, creio que não dependemos mais, pelo menos, não tanto, de editores, para compartilhar com os outros, sobre o que gostamos, escrevemos, trocar opiniões sobre o fazer literário...nfim, creio que os bloggers nos resgatam essa doce tarefa dos nossos tempos de infância e adolescência, quando gostávamos de ter um diário, e ali depositávamos os nossos sonhos, ideais, fantasiando como seria a nossa vida, quando encontrássemos o Príncipe Encantado, etc...etc...a única diferenca é que "aqueles diários" eram guardados a sete chaves, como verdadeiros tesouros, e no máximo, nossa melhor amiga podia ter a permissão de ler as "boo-baa-gens", como diria Fred Flintistone, que escrevíamos...agora, com os blogger´s , essa relação mudou...tem que ser totalmente aberta, escancarada para o mundo...e é por isso mesmo que os blogger´s se tornam mais atraentes do que os nossos antigos diários, porquê, agora, temos leitores -- ainda que secretos -- mas o fato de não sabermos quem são e onde estão, resgata a aura de mistério do nosso velho e "querido" diário!!!"...
Nésperas do esquecimento
Para Patricia Claudine Hoffmann e Cy Claudel À espera de algum milagre, descasco as nêsperas no prato, descanso a faca e me delicio com a polpa que ainda trás um aroma de quando foi flor. No limiar da escada, tropeço em ossos alquebrados dos que pararam no caminho. Destravo portas e janelas, para respirar a noite. Tenho relíquias intangíveis no peito. Um terço centenário que foi do meu pai, ficou anos pendurado sobre a imagem do Sagrado Coração, pendurado na parede do quarto, até que alguém o surrupiou. Levou a peça, mas não a lembrança. Tem gente que acha que pode assaltar corações, caixas de memórias, cofres de emoções. Não pode. À sombra da árvore do esquecim...
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