Ajoelho-me as tuas margens. Arrasto-me. Arrasada, ergo os olhos para tuas encostas. Tuas intangíveis escarpas. Como alcançar-te no ponto exato, onde te perdi? Muralhas.Mulheres. Outras mãos deslizando sobre tua pele. Escalpo. Florete. Mandarim. Um olho cego desnorteia-me nessa procura obscura. Perdi o mapa do teu peito. Florestas. Tramas. Ramas. Tento decodificar os arabescos indecifráveis. Teus rastros deixados em minhas paredes uterinas. Hieróglifos. Caracteres de uma escritura sagrada. Eu tinha a bíblia do teu amor, aberta, sobre a minha penteadeira, Mas não a li. Escovas. Cabelos. Arlequins. Experimento novas e antigas máscaras. Vejo-me no espelho e não reencontro mais o meu rosto. Mestre. Mastro. Maestro. Tua deixaste de reger a orquestra de sinos de ventos, que cantarolavam em mim. Nas insones noites, feitas de longas despedidas e ausências. Abandonaste a casa que te serviu de abrigo, na escuridão dos meus dias...
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