Caros Amigos...bem, eu decidi criar um blog, exatamente, para estar up-to-date com esses tempos "mudernos". Uma das razões é o meu vício literário. Porquê deixar meus poemas sem leitores, mofando nas gavetas, à espera que um editor, como Papai Noel, entre pela chaminé da minha casa, e os descubra, no Natal de 2050???Se, temos, hoje essa ferramenta fenomenal que é a internet, creio que não dependemos mais, pelo menos, não tanto, de editores, para compartilhar com os outros, sobre o que gostamos, escrevemos, trocar opiniões sobre o fazer literário...nfim, creio que os bloggers nos resgatam essa doce tarefa dos nossos tempos de infância e adolescência, quando gostávamos de ter um diário, e ali depositávamos os nossos sonhos, ideais, fantasiando como seria a nossa vida, quando encontrássemos o Príncipe Encantado, etc...etc...a única diferenca é que "aqueles diários" eram guardados a sete chaves, como verdadeiros tesouros, e no máximo, nossa melhor amiga podia ter a permissão de ler as "boo-baa-gens", como diria Fred Flintistone, que escrevíamos...agora, com os blogger´s , essa relação mudou...tem que ser totalmente aberta, escancarada para o mundo...e é por isso mesmo que os blogger´s se tornam mais atraentes do que os nossos antigos diários, porquê, agora, temos leitores -- ainda que secretos -- mas o fato de não sabermos quem são e onde estão, resgata a aura de mistério do nosso velho e "querido" diário!!!"...
As àguas revoltas da vida...
As àguas revoltas da vida me envolveram em seu torvelinho denso de troncos e raízes arrastados pelas mãos descarnadas do tempo. -- esse sádico maestro de sonhos que teima em descosturar as malhas da ilusão entretecidas, sempre, ao cair da tarde na longa espera, à porta da casa. Ajoelhada em volta do fogo fico à espreita das labaredas, que vêm lamber as brasas. Os cabelos emaranhados da noite. Os lençóis desmanchados em suor e sangue. A desdita do trabalho em vão. As pérolas e seus colares atados de nós. O nascente e o poente que não mais querem brincar de esconde-esconde no desorizonte. As rugas dependuradas na face. O olhar de peixe morto. Um bater de asas. Portas e janelas da casa. Fechadas.
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